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A colaboração como resposta ao caos e à desordem

 

Tudo é relativo, dizia Einstein. Boas respostas que damos a certos acontecimentos simplesmente não funcionam em outras circunstâncias

Ainda bem que David Snowden, especialista em gestão do conhecimento, criou o sistema Cynefin, que nos ajuda a diagnosticar diferentes tipos de situação para que então pensemos sobre como atuar.

Conhecido sobretudo como um sistema para tomada de decisões, o Sistema Cynefin pode nos ajudar a compreender a importância do trabalho colaborativo.

Vamos então ao diagrama criado por Snowden.

 

Digrama Cynefin

 

À direta do quadro estão eventos que acontecem em sistemas ordenados. As tarefas simples apresentam relações entre causa e efeito que podem ser percebidas, previstas e reproduzidas. Sua execução e seu aprendizado são fáceis.

As tarefas complicadas também possuem causas e efeitos perceptíveis, mas demandam especialistas para sua execução.

Já do lado esquerdo do quadro estão os domínios classificados como desordenados, compostos pelos grupos de situações complexas e caóticas. Nesses grupos é difícil estabelecer as relações entre causas e efeitos: situações complexas possuem várias causas e vários efeitos e as caóticas possuem causas de difícil compreensão.

Para finalizar a análise do gráfico, na área central, chamada de sem ordem, estão representados os eventos não categorizados, em que não se sabe ou não se tem certeza sobre o tipo de problema enfrentado.

Em situações ordenadas podemos abrir mão da colaboração. As respostas às questões simples normalmente são conhecidas ou acessíveis e no caso das questões complicadas basta contar com algum especialista para resolvê-la.

Entretanto, para as condições desordenadas ou sem ordem, a colaboração é fundamental. Situações complexas demandam conhecimento de vários especialistas. São eventos nos quais colaboração emprega vários pontos de vista para chegar às causas de um problema e suas soluções. É o momento da inteligência coletiva.

Momentos caóticos necessitam de abordagens mais experimentais, práticas novas e emergentes.

Paciência e perseverança se tornam importantes quando se lida com erros e aprendizados oriundos de ideias e experimentos.

Mais do que nunca estão em jogo competências ligadas à criatividade, à intuição e à inteligência emocional.

Não basta unir pessoas para trabalhar em conjunto.  É preciso saber atuar de forma colaborativa. É o momento de  ouvir os demais e aprender com eles, assim como é o momento do desapego a crenças consagradas e da vontade de testar continuamente.

Situações complexas, caóticas ou de difícil diagnóstico podem parecer, no mínimo, incômodas e, com frequência, assustadoras. Nesses cenários, a colaboração surge como a chave para que as ideias brotem com menos trauma e mais eficácia.