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a lenda de psiquê

 

Tão antigas e tão atuais…Assim são as lendas que atravessam séculos e culturas e continuam nos ensinado.

Profissionais de qualquer área frequentemente encontram desafios que acreditam não poder superar. A Lenda de Psiquê, da Mitologia Grega, descreve as quatro competências fundamentais para o sucesso diante de situações que nos parecem grandiosas demais: discernimento, criatividade, visão sistêmica e foco.

Vamos a ela:

 
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Era uma vez uma moça chamada Psiquê, apaixonada por Eros, Deus do Desejo. Sabendo que tinha poucas chances de casar-se com um deus por ser uma reles mortal, Psiquê buscou conselhos com Afrodite. Da Deusa da Sedução, recebeu quatro tarefas, cada uma representando uma conquista, uma nova competência a ser desenvolvida. Vencendo esses quatro desafios, estaria apta a receber o amor de Eros.


Primeira Competência: Discernimento

A primeira tarefa era separar sementes. Afrodite levou Psiquê a uma sala onde havia uma enorme pilha de grãos, todos misturados. A jovem deveria separar a pilha em pequenos montes de feijão, ervilhas, milho, cevada, e outros grãos que ela mal conhecia. Incrédula diante de tamanho desafio, Psiquê desanimou diante dessa primeira tarefa. Até surgir um pequeno grupo de formigas. Os animais se encarregaram do trabalho, colocando cada grão em seu devido monte.

Da mesma forma, precisamos aprender a separar e classificar nossos sentimentos. Por exemplo, diante de incertezas, precisamos distinguir quais medos são legítimos e quais são fruto de nossa insegurança. Diante de muitas tarefas, temos que eleger quais são as prioritárias. Diante de uma reclamação ou crítica, separar o que é pertinente do que não é. Para classificar sentimentos precisamos analisá-los e não nos deixar levar por eles. Esta foi a primeira competência que Psiquê desenvolveu, o discernimento.


Segunda Competência: Criatividade

A segunda tarefa era obter flocos de lã dourada. Desta vez, Afrodite acompanhou Psiquê a um campo onde pastavam carneiros selvagens, animais extremamente perigosos, mas dotados de algumas mechas da tal lã. Psiquê sabia que poderia ser morta ao chegar perto deles e, mais uma vez, não acreditou que conseguiria realizar sua missão.

Quando deixou o desespero de lado e passou a observar os carneiros, percebeu que os animais se coçavam esfregando-se nas árvores. Psiquê esperou, então, o anoitecer e, quando os animais se afastaram, colheu calmamente os fios dourados que ficaram nas árvores. Após aprender a examinar situações e a encontrar oportunidades mesmo naquilo que aparentava ser difícil, Psiquê percebeu que a melhor saída nem sempre era a primeira a ocorrer. Com criatividade, novas alternativas se tornaram visíveis.


Terceira Competência: Visão Sistêmica

Para a terceira tarefa, Afrodite entregou a Psiquê uma jarra de cristal que deveria ser cheia com a água que caía de uma cascata. Para chegar perto da água, Psiquê precisava caminhar pelo musgo, portanto poderia facilmente escorregar, cair e quebrar a jarra. Assim, enchê-la também parecia impossível. Mas eis que uma águia tornou-se o referencial para a solução. Ao observar o voo do animal, Psiquê olhou para o topo da cascata, onde não havia musgos e viu um local seguro para encher a jarra.

A águia simboliza a competência de ver a paisagem de uma perspectiva distante para poder escolher o ponto mais adequado para a ação. Assim como a águia vê o todo, mas também vê onde está o animal que poderá abocanhar, temos que compreender uma situação como um todo, mas ao mesmo tempo visualizar  as oportunidades embutidas nesse todo. Ou seja, praticar a visão sistêmica.


Quarta Competência: Foco

A quarta e última tarefa de Psiquê era descer até o mundo subterrâneo para entregar uma caixa a uma deusa. Além do medo do mundo subterrâneo, a jovem sabia que no caminho encontraria diversas pessoas que lhe pediriam ajuda, tentariam dissuadi-la de realizar a tarefa ou simplesmente dificultariam seu trabalho.

O grande desafio de Psiquê era manter-se fiel ao seu objetivo. Algumas vezes, disse não às pessoas que a interpelaram, outras vezes, as atendeu, mas nunca deixou de priorizar suas metas. Assim, ela chegou ao mundo subterrâneo, entregou a caixa à deusa e cumpriu, enfim, sua última tarefa.

Através da realização das quatro solicitações de Afrodite, Psiquê desenvolveu capacidades e forças. Ela, no fim, estava preparada para realizar seu sonho, que era casar-se com Eros. Mas o mais importante é que Psiquê continuava sendo mortal, mas dispunha de discernimento, criatividade, visão sistêmica e foco. Estava, portanto, capacitada a superar desafios.