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até para copiar é preciso ser criativo

Para sobreviver em meio a um mercado cada vez mais competitivo, onde a disputa por clientes não se resume a concorrentes locais, mas globais, as empresas precisam criar ambientes de inovação permanente. Até mesmo para viver de cópias de produtos de concorrentes são necessárias inovações incrementais, tanto para adaptar o material a gostos locais, quanto para reduzir os custos de modo a torná-lo mais atraente, o que significa que nenhuma companhia pode se dar ao luxo de não inovar. A opinião é da consultora em Inovação e Criatividade Gisela Kassoy, que vai falar sobre ambientes empresariais que favorecem a inovação, no CONARH – Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que acontecerá entre 19 e 22 de agosto, em São Paulo (SP).

“Inovação não se resume a uma fórmula que pode ser adaptada ou importada, pois para inovar com eficiência a empresa precisa encontrar em sua cultura organizacional aqueles elementos que a levam a ser criativa e inovadora. Cada organização tem um modo particular de criar”, explica Kassoy. Segundo a consultora, a inovação empresarial é um processo, uma ação que se articula sustentada em um tripé onde ambiente empresarial favorável, capacitação profissional para a criação e estrutura organizacional preparada para estimular, resgatar e implementar as idéias são elementos indispensáveis, quando o assunto é fazer da empresa uma companhia criativa e inovadora.

“Quando falamos de um ambiente empresarial favorável à inovação, estamos nos referindo a uma liderança estimuladora, que valoriza as idéias de suas equipes, e que é valorizada por isso. É o caso do líder que fica orgulhoso (e não enciumado) por não ter tido a idéia antes. A forma de se lidar com a ousadia e com o erro também é completamente diferente, tanto do ponto de vista do investimento na criatividade como na maneira como a empresa lida com as pessoas que correm riscos”, explica Kassoy.

Além de ambientes favoráveis, Kassoy assinala que as pessoas precisam ser preparadas para a inovação. Embora todos tenham idéias e potencial criativo, é possível ampliar essa capacidade de criação, por meio de metodologias educacionais que irão dar às pessoas condições ótimas para criar, avaliar a viabilidade de uma idéia, vender adequadamente um novo projeto e, inclusive, monitorar a inovação depois de implementada para compreender se o que se esperava dela está sendo alcançado.

Estrutura organizacional – Por fim, a consultora assinala que a estrutura empresarial pode favorecer o processo criativo quando se prevê fluxos claros, que dêem vazão à criatividade. Nesse caso, explica Kassoy, as pessoas precisam saber quem vai receber uma idéia, como ela será discutida, avaliada e implementada em caso de viabilidade.

“Em todo esse processo, é fácil perceber que a diversidade joga um papel decisivo. Não estamos falando apenas da variedade de pessoas, mas, inclusive, da distinção de áreas, pois uma idéia que é criada, debatida e aprimorada por representantes de todas as áreas da empresa será sempre muito mais abrangente e relevante do que aquela que nasce em apenas um segmento da organização”, comenta.

Gisela Kassoy é uma das palestrantes confirmadas do CONARH – Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que é promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional) e acontecerá entre 19 e 22 de agosto, em São Paulo (SP).

Sobre o CONARH – O Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas é o maior e mais importante congresso latino-americano do setor. Além de palestras ministradas por especialistas do Brasil e do Exterior, o congresso também promove ambientes de conhecimento como a Sala de Casos de Sucesso, Oficinas, Painéis, Sala de Inovação e Rodada de Pesquisas. Em evento paralelo ao congresso ocorre a EXPO ABRH, maior feira de produtos e serviços para Gestão de Pessoas. O CONARH 2008 acontece no Transamerica Expo Center (Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387), na cidade de São Paulo (SP), entre os dias 19 e 22 de agosto.