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COMO ESTIMULAR A MOTIVAÇÃO NO MUNDO 2.0

 

A sociedade – e os estímulos que nos movem mudaram. A pergunta que fica é: qual a maneira certa de lidar e motivar pessoas hoje?
 

Nos tempos da escravidão, um chicote – ou a ameaça dele – era suficiente para que tarefas fossem cumpridas.  Felizmente o mundo evoluiu, e passamos da punição para o reconhecimento e recompensa.

Aspectos humanitários pesaram para essa mudança, mas a necessidade de engajamento para a realização de tarefas também pesou.

A revolução industrial, que também apelava para punições evoluiu até a era do reconhecimento e recompensa. Caminhamos agora para um novo patamar: pessoas não são contratadas apenas para cumprir o que seus cargos determinam. Espera-se delas iniciativa, ideias, soluções, colaboração, desenvolvimento contínuo e muita habilidade para lidar com a diversidade, fatos inesperados e rápidas (e contínuas) mudanças.

Não é surpresa que a forma de motivar pessoas também tenha mudado. Afinal, o que estimula a criatividade das pessoas? O que as faz colaborarem voluntariamente em novos projetos? O que mantém os talentos nas empresas, apesar da tentação do empreendedorismo?

Em função do meu trabalho com inovação, tenho estudado e vivido novos enfoques de como engajar pessoas. Trata-se de uma boa discussão.

De um lado temos Teresa Amabile, especialista em motivação para a criatividade da Harvard Business School, que defende pequenos atos motivadores, Para ela, é importante criar um diário para reflexões, para a celebração contínua de pequenas conquistas e para a confirmação de que estamos evoluindo.

Amabile defende que é preciso enxergar e controlar as pequenas vitórias para motivar, com isso, as grandes realizações. Ter 5 minutos por dia para documentar o andamento do trabalho e os controlar nossos sentimentos pode ter um poderoso impacto.
 


Por outro lado, temos o especialista em carreiras Dan Pink. Ele acredita em aspectos mais amplos, como o propósito, a autonomia e a percepção do autodesenvolvimento. No vídeo abaixo, gravado no TED Global, Pink aponta a defasagem entre a visão dos cientistas sociais sobre motivação e o que se pratica nas empresas.
 


Estaríamos no fim da motivação reco-reco (reconhecimento e recompensa)?

Vejamos: a celebração das conquistas e a consciência da própria evolução podem partir do nosso grupo de trabalho, ou dos superiores, mas são altamente potencializadas pelos feedbacks externos. Afinal, mesmo quem “se acha” dá valor a um elogio. Portanto, o reconhecimento deve ser mantido e estimulado, pois além de motivar ele dá parâmetros sobre o desempenho.

Por sua vez, as recompensas materiais, também chamadas de motivação extrínseca, ou em bom português, “fazer isso para conseguir aquilo”, são demonizadas nos estudos de Dan Pink.

Mas, alto lá! Elas não devem ser dispensadas. As recompensas tendem a ser concretas (dinheiro, prêmios, promoções), e com isso elas materializam os demais estímulos, que são abstratos.  Um troféu uma mesa vai lembrar seu dono de um desafio cumprido, uma viagem inesquecível será contada inúmeras vezes aos amigos, sempre com o orgulho da vitória alcançada.

Os estudos mostram que a tarefa de motivar não está restrita à empresa e aos líderes: ela é também responsabilidade dos pares e de cada indivíduo.

Ainda assim, pode parecer, aos olhos da empresa, mais trabalho. De fato, estou falando de táticas bem mais sofisticadas do que um bônus, e de pessoas envolvidas que precisarão de muita sensibilidade e tato.

Os bons colaboradores merecem.