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Como fazer a inovação acontecer

 

Inovação é uma palavra que não sai da boca de empresas e profissionais. Você sabe como fazer a inovação florescer?

Você ou sua empresa já tiveram ideias com grande potencial que foram tragadas pelo dia a dia, pelas resistências ou simplesmente porque a chama da motivação inicial se apagou?

Muitas vezes são adotados comportamentos que favorecem a inovação nas empresas, mas eles não perduram. O cenário gerado  para sustentar o pensamento criativo vai esmaecendo e o gestor fica sem saber como recriar um clima estimulante

A pergunta que fica é: como criar e manter a energia necessária para fazer as inovações acontecerem?

O entusiasmo que acontece ao nosso redor quando há criatividade é contagiante.  Trata-se de um tema que incita a participação das pessoas com ideias e soluções.

A empolgação inicial é importante porque faz com que as equipes de trabalho abram espaço para as inovações, além das rotinas e das emergências. No entanto, quando o entusiasmo começa a se desgastar e a resistência aumenta, a inovação corre o risco de ser engavetada.

Afinal, para que a inovação aconteça é preciso trabalho. Assim dizia Einstein em seus famosos 1% de inspiração e 99% de transpiração.

Pessoas empreendedoras saboreiam o desafio e entendem que uma grande quantidade de esforço é necessária para sustentar a inovação.

Qualquer tarefa que envolva engajamento e criatividade requer entusiasmo contínuo e consistente. Assim, surge a dúvida: quais são as fontes de energia da inovação após o florescimento das ideias?

Precisamos de garra suficiente para fazer o trabalho, superar a resistência e manter o esforço a longo prazo. Nesse caso, de onde vem a energia para a inovação?
 

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MANTENDO A CHAMA ACESA

Existem várias fontes de engajamento emocional para a inovação.

Quando a inovação se parece mais com o trabalho árduo do que com uma ideia brilhante, quando falta tempo para a realização das tarefas, quando os planos de ações trazem mais surpresas do que diretrizes, quando as pessoas envolvidas são tragadas pela rotina é o engajamento dos envolvidos que garante que o trabalho seja realizado.

E o que garante o engajamento?

Propósitos têm sido responsáveis pela mobilização de pessoas em níveis quase inacreditáveis para quem não os tem. Cientistas e militantes políticos já correram (ou correm) riscos de vida em função de seus propósitos.

Mas não é preciso chegar a esse ponto:  num mundo em que a transparência, a igualdade de direitos, a sustentabilidade e o planeta tem sido fontes de preocupação, inovações voltadas ao bem comum possuem muito mais chance de engajar profissionais.

Desafios têm o poder de canalizar a criatividade, além de garantir que as inovações correspondam de fato ao que a empresa e/ou o mercado demandam.

Os desafios possuem também o poder de provocar desenvolvimento contínuo das pessoas envolvidas, outro aspecto motivacional forte.

Além disso, para se engajar em projetos inovadores, as pessoas precisam de autonomia.
 

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Deixar que as pessoas elejam quais inovações desejam realizar ou, pelo menos, a forma de realiza-las e os momentos que serão dedicados a elas faz com que as pessoas se identifiquem com os projetos. E, embora muitos ainda não acreditem, provoca uma melhora no desempenho.

Assim, as empresas, de diferentes formas, vão abandonando as práticas das horas trabalhadas em prol de objetivos concretos e resultados.

A certeza do pertencimento, de fazer parte de uma equipe é uma forte necessidade dos seres humanos, sobretudo quando o objetivo comum é algo inédito, suscetível a desafios e resistências de toda espécie.

Além disso, a equipe tem um papel importante na manutenção da motivação de todos.

Finalmente, alerto para o feedback constante de líderes, clientes potenciais e entusiastas, já que eles podem validar as novas ideias e conceitos.

Além de revigorar o espírito, a validação mostra que as ideias são relevantes e orienta o percurso dos criadores.

Propósitos, desafios, desenvolvimento contínuo, autonomia, pertencimento e feedback são os pilares de um ambiente inovador.

Vale ressaltar que para estimular a inovação não é preciso apenas atentar a esses pilares, mas sempre manter a cabeça aberta para uma nova cultura, focada em resultados. É preciso estar comprometido com a missão de espalhar a criatividade pela organização.

Leia mais sobre o tema em Como Criar a Cultura de Inovação nas Empresas