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V. aprende com os outros?

Mind Map

Há um mito de que o empreendedor bem sucedido é aquele que teve uma ideia e lutou por ela de maneira cega e obstinada.

Entretanto, a realidade é outra: para inovar é fundamental conhecer o mercado, visualizar tendências, aprender sobre o operacional da realização e sobre a distribuição do novo produto ou serviço.

Uma coisa é óbvia: quanto mais baseada nas opiniões e desejos dos clientes, maiores as chances de uma inovação dar certo. Alías, esta é um dos motes do Design Thinking, uma metodologia de inovação muito em voga que fala sobre inovação voltada para o cliente e o tem como ponto de partida. 

Aprender com o outro exige mais do que procedimentos formais. É preciso uma mentalidade aberta, força de vontade para ultrapassar preconceitos, mudar a forma de atuação, quebrar paradigmas e sair da zona de conforto.

Antes mesmo de pedir opiniões ou testar produtos é necessária uma competência específica. Além da atitude, é preciso treino.

Elaborei alguns exercícios para o desenvolvimento dessa competência.

Experimente.  Além de interessantes, podem gerar resultados concretos
 

  • Converse com pessoas com profissões, valores e estilos de vida diferentes dos seus. Substitua a tentação de julgar pelo desejo de aprender e de se deixar surpreender. Curta a experiência.
     
  • Não se irrite nem desista de projetos que tomaram rumos diferentes dos previstos. Tampouco considere que houve um erro a ser corrigido. Apenas saboreie a surpresa e procure as oportunidades embutidas nela
  • Se muitas pessoas atacarem uma ideia sua não desista. Por outro lado, não insista buscando argumentos para provar que a proposta é boa e vai dar certo. Aceite os aspectos negativos da ideia e veja como contorná-los.
     
  • Quando usar sua intuição, adote a  atitude de “nem tanto ao mar, nem tanto à terra” . Acreditar cegamente na intuição é tão perigoso quanto negligenciá-la. Confirme seus palpites com os de outras pessoas e, quando possível, confronte sua percepção com dados concretos.
     
  • Da próxima vez que V. ouvir uma proposta absurda, considere que seu interlocutor a considera válida. (Se não, para que contaria? ) Portanto, use a proposta com um pretexto para uma reflexão e analise a ideia em busca do pode ser aproveitado. Este exercício é útil também quando seu interlocutor estiver “viajando na maionese”. De preferência, viaje um pouco junto com ele.
     
  • Da próxima vez que V. for criticado, não ignore a critica ou menospreze quem o criticou. Vá em busca de alguma dica interessante. Provavelmente V. vai encontrá-la.
     
  • Quando souber de alguém que foi extremamente bem sucedido em algo que V. gostaria de ter conquistado (por exemplo, ele emagreceu, passou a ganhar muito dinheiro, foi promovido) evite a inveja. Apenas tente ver o que pode aprender com ele.
     
  • Procure imaginar como funciona a cabeça de seu interlocutor, cliente ou chefe. Ele pende mais para o otimista ou para o pessimista ? Ele Se vê na obrigação de elogiar ou está mais treinado a criticar? Entendendo o ponto de partida dele, V. poderá aproveitar melhor suas contribuições.


Encontre formas de adquirir gostinho pela novidade, iniciando com aquelas que nas quais V. não precisa acertar. Ao conversar com as pessoas, tenha em mente o aprendizado, a troca, a criação conjunta. V. vai ver como funciona !

Veja mais no slideshare Os Paradigmas da Colaboração e leia o artigo A  Colaboração Como Resposta ao Caos e à Desordem